
FATORES
A melhoria global da qualidade de vida poderia evitar parte desses casos, conforme a diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Rafaela Alves Pacheco.Segundo a médica, o câncer não escolhe classe social, mas as populações pobres sofrem mais. “Em relação ao câncer, todas as classes sociais são atingidas, mas existem os rincões de pobreza e miséria. Então, é bastante diferente para quem é mais pobre e não tem acesso e, por conseguinte, acabam tendo maior incidência de cânceres, de um modo geral.”Os cânceres são múltiplos, mas têm uma relação muito próxima com a qualidade de vida, a organização das cidades, a preservação dos biomas, a alimentação, as condições emocionais, de trabalho e de acesso aos direitos humanos. Assim como com a educação, o transporte, a qualidade de vida e os acessos à saúde. Todas essas perspectivas vão nos aproximar ou distanciar de um cuidado efetivo em relação aos cânceres de um modo geral.
PREVENÇÃO
A campanha mundial sobre o câncer busca aumentar a conscientização global e incentivar ações que criem novas perspectivas aos pacientes em todo o mundo. Conforme a presidente do Conselho de Diretores do Instituto de Governança e Controle do Câncer, Maira Caleffi, uma das maneiras de contribuir com a campanha é divulgar informações. Dessa forma, a população pode saber mais sobre a qualidade sobre prevenção, diagnóstico e tratamento, além de exigir acesso aos cuidados mais justos para todos.
Entre os cuidados preventivos, a profissional recomenda o consumo de alimentos saudáveis e a redução dos processados. Além disso, é necessário evitar o sedentarismo e fazer exercícios com regularidade, não fumar, seja cigarro convencional ou eletrônico.
Vale ressaltar os cuidados como, proteger a pele antes de expor-se ao sol e evitar o bronzeamento artificial. Bem como, vacinar-se contra o HPV, reduzir o consumo de álcool, evitar poluentes e produtos químicos. Por fim, informe-se sobre os sinais e sintomas oncológicos.
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