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Ministério da Saúde suspende vacinação contra a dengue com imunizante do Butantan
Medida é preventiva enquanto órgãos de vigilância investigam possíveis reações adversas graves, incluindo duas mortes
RedaçãoJornalista
3 min de leitura
Vacina da dengue do Butantan (Foto: Walterson Rosa)
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O Ministério da Saúde suspendeu preventivamente a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão ocorre após a notificação de 42 casos de reações adversas severas, incluindo duas mortes, entre as 500 mil doses aplicadas até o dia 30 de maio de 2026.
De acordo com o governo federal, os casos sob investigação apresentaram sinais compatíveis com os de dengue grave. São reações que não haviam sido observadas nos estudos clínicos que levaram à aprovação do imunizante.
INVESTIGAÇÃO
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a situação exija cautela. Segundo ele, ainda não há dados suficientes para estabelecer uma relação de causalidade direta entre a vacina e as mortes.
"Nós tivemos três casos graves, desses dois óbitos, sem, até este momento, ter dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência. A decisão busca ganhar tempo para fazermos estudos adicionais e avaliar a vacina em diferentes cenários."
Entre os 500 mil vacinados com a Butantan-DV, há 3.703 notificações de eventos adversos, o equivalente a 0,7% do total. Os casos graves representam 0,008% das aplicações.
O QUE MUDA PARA O CIDADÃO
A pasta orienta que estados e municípios interrompam imediatamente a aplicação das doses. Para quem recebeu a vacina nos últimos 21 dias, a recomendação é de monitoramento atento a qualquer sintoma. Caso apresentem sinais como febre, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, sangramentos ou prostração, o cidadão deve procurar a unidade de saúde mais próxima para acompanhamento.
O QUE DIZ O BUTANTAN
Em nota, o Instituto Butantan informou que seguirá integralmente a orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa. O órgão se diz comprometido com o rigor científico e afirmou que continuará fornecendo todas as informações disponíveis para auxiliar na investigação epidemiológica.
O Butantan reforçou que a vacina, primeira no mundo com aplicação em dose única, possui eficácia global de 79,6% e 89% contra casos graves, conforme estudos publicados na revista Nature. O instituto aposta na continuidade das investigações para que a estratégia vacinal possa ser retomada com segurança.
Vale ressaltar que a suspensão da vacina do Butantan não afeta a aplicação da vacina Qdenga, da farmacêutica Takeda, disponível no SUS para o público de 10 a 14 anos dentro do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
(*Com informações da Agência Brasil e do G1)
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