O partido Missão oficializou, neste sábado (1º), em São Paulo, a candidatura de Renan Santos à Presidência da República. Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), ele apresentou a legenda como uma alternativa tanto ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva quanto ao grupo político ligado à família Bolsonaro.
Durante o discurso, Renan concentrou críticas em Lula e no senador Flávio Bolsonaro. De acordo com o candidato, o representante do PL não teria força para derrotar o atual presidente em um eventual segundo turno. As declarações fazem parte da estratégia do Missão para disputar o eleitorado de direita sem se vincular ao bolsonarismo.
O senador Sergio Moro também foi citado. Renan questionou a trajetória política do ex-juiz e afirmou que a entrada dele na política teria representado um afastamento das bandeiras associadas à Operação Lava Jato.
De acordo com a apresentação do programa eleitoral, a segurança pública recebeu destaque. Entre as propostas anunciadas estão o fortalecimento das forças policiais, o combate às facções criminosas, a redução dos homicídios e a urbanização de áreas atualmente dominadas pelo crime organizado.
Na economia, Renan defendeu equilíbrio das contas públicas, ampliação da infraestrutura, industrialização, incentivo ao agronegócio e aumento do emprego formal. Para a educação, prometeu priorizar a alfabetização, estabelecer metas nacionais de aprendizagem e criar mecanismos de reconhecimento aos professores.
O congresso também apresentou candidatos do Missão a nove governos estaduais e o chamado “Livro Amarelo”, documento que reúne as diretrizes programáticas da legenda.
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