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Moro assume UB no PR e redesenha o cenário para 2026
Estratégia consolida o favoritismo do ex-juiz ao governo, garantindo-lhe controle partidário e abalando as bases adversárias e do Centrão
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Sergio Moro (Foto: reprodução/redes sociais)
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Com a ascensão de Sérgio Moro à presidência do União Brasil no Paraná, o cenário político do estado para as eleições de 2026 fica reconfigurado. A manobra, que resultou na renúncia de Felipe Francischini, fortalece a pré-candidatura de Moro ao governo. Isso porque dá a ele o controle de uma sigla com forte estrutura municipal.
Líder nas pesquisas de intenção de voto, conforme consultas de intenções de votos, Moro capitaliza a divisão na base do governador Ratinho Junior (PSD). Ao assumir o comando do partido, o senador ganha a 'musculatura' necessária para transformar a popularidade dele em um projeto eleitoral concreto, incluindo o controle sobre um fundo eleitoral estimado em R$ 16 milhões.
A mudança não apenas isola adversários internos, como o deputado estadual Ney Leprevost, com quem Moro rompeu nas eleições municipais de 2024, mas também afeta diretamente figuras influentes do centrão, como o deputado Ricardo Barros (Progressistas). Antes cotado para liderar a federação partidária no estado, Barros foi superado pela articulação de Moro junto à cúpula nacional.
Em suas primeiras declarações, Moro sinalizou uma estratégia de confronto direto com a esquerda, afirmando que sua gestão será “contra o PT e combatendo o PCC”. Enquanto isso, Felipe Francischini, apesar de adotar um tom conciliador, estuda novos rumos e pode migrar para partidos. A ascensão de Moro representa, portanto, um movimento estratégico que consolida o poder que ele tem e redesenha as alianças na direita paranaense.
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