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MP denuncia Cristóvão por violência de gênero na Câmara
Cristóvão, que é candidato à reeleição pelo Novo, desrespeitou as vereadoras Professora Terezinha e Cris Wainer em sessão do Legislativo
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Vereador Cristovão Cruz (Foto: Reprodução/Rede Social do vereador)
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O vereador Cristovão da Cruz (Novo), de Guarapuava, enfrenta um sério problema. Candidato à reeleição, ele encontra-se denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por violência de gênero. Quem acompanha as sessões da Câmara deve lembrar que na noite de 12 de março deste ano, as vereadoras Professora Terezinha e Cris Wainer, ambas do PT, sofreram agressões verbais por parte do vereador.
De acordo com a promotora da 43ª Zona Eleitoral, Vilma Leiko Kato, Cristóvão "de forma dolosa, consciente e voluntária, praticou violência política de gênero contra às vítimas". Conforme a promotora, o vereador constrangeu e humilhou as duas vereadores, quando as menosprezou, "não as chamando pelos nomes próprios". Ou ainda, desrespeitando o tratamento entre vereadores e vereadoras.
A promotora lembra que o Regimento Interno do Poder Legislativo do Município e Comarca de Guarapuava dispõe que “é dever dos vereadores dirigir-se aos pares no plenário durante as sessões e solenidades pelos pronomes de tratamento: Vossa Excelência ou Senhor (a) Vereador (a)”. As agressões ocorreram durante o debate sobre a proposição de uma Nota de Repúdio contra o Governo Federal.
Este desejava incorporar a vacina contra a covid no calendário do do Programa Nacional de Imunizações. Cristóvão, que é negacionista, se referia às vereadoras como: “a que me antecedeu” e a “outra”, descumprindo o Regimento Interno.
DESRESPEITO CONTRA A PRESIDÊNCIA
Nessa seção, o Presidente da Câmara, Pedro Moraes (MDB), pediu que Cristóvão se desculpasse com as vereadoras. Entretanto, ele pediu desculpas ao Presidente, desconsiderando as vereadoras. Por fim, a promotora observa que o vereador procurou o assessor da Professora Terezinha. Ele disse que somente se desculparia para com figuras masculinas, recusando-se a se retratar para com a vítima.
Conforme a advogada Patrícia de Souza Lima, que defende Cristóvão, ele "reconhece o erro cometido". De acordo com a advogada, o vereador "sempre se pautou pelo respeito e pela igualdade de gênero nas atuações como político e lamenta que um episódio isolado tenha sido interpretado de forma equivocada”.
EM TEMPO
Vídeos que mostram a agressão verbal do vereador estão anexados na denúncia.
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