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O descompasso entre festa política e frio eleitoral
CENÁRIO ELEITORAL

O descompasso entre festa política e frio eleitoral

Sergio Moro lidera com folga, seguido por Requião Filho e Rafael Greca, enquanto Sandro Alex aparece com desempenho modesto

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

Ratinho Junior, governador do Paraná (Foto: redes sociais)

O fim de semana foi de festa, mas o recado foi político. Ao reunir mais de 200 prefeitos na chácara da família, o governador Ratinho Junior tentou reafirmar liderança e organizar o tabuleiro de 2026. O gesto teve simbolismo, mostrou capilaridade e controle de base. Mas, como já se viu em outros momentos, articulação não substitui viabilidade eleitoral. E esta segunda (27) tratou de deixar isso evidente. A pesquisa Quaest veio como contraponto direto ao clima ensaiado no encontro. Nos números, quem lidera com folga é Sergio Moro, com 35%, seguido por Requião Filho (18%) e Rafael Greca (15%). O dado que mais pesa, no entanto, está na posição de Sandro Alex: apenas 5%, mesmo após exposição recente e esforço concentrado do grupo governista. Não se trata apenas de colocação, mas de consistência. No cenário com menos candidatos, Sandro Alex pouco oscila, chegando a 6%. E, quando projetado para um eventual segundo turno, o distanciamento se amplia de forma significativa. É aqui que o discurso político encontra no limite: intenção de voto não responde a movimento interno, responde a percepção pública. Ratinho Junior, mais uma vez, se vê diante de um problema recorrente na própria estratégia: a dificuldade de transferir capital político. É o clássico movimento de quem, tentando controlar demais o processo, termina restringindo as próprias opções.

CURI E GRECA GANHAM FORÇA

Nesse cenário, ganha força uma alternativa que o próprio grupo já conhece. No entanto, hesita em assumir: a composição entre Alexandre Curi e Rafael Greca. Não por acaso. Greca é hoje o único nome fora da polarização direta que apresenta curva de crescimento, enquanto Curi agrega articulação e estabilidade interna. Juntos, representam mais do que uma aliança. Representam viabilidade. A pesquisa não encerra o jogo, mas organiza o tabuleiro com mais clareza. E o que ela mostra, neste momento, é um descompasso entre vontade política e realidade eleitoral que não se pode ignorar. Leia outras notícias no Portal RSN.
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