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Pesquisa mede a febre do grupo governista
INDEFINIÇÃO

Pesquisa mede a febre do grupo governista

Números mostram crescimento de Guto Silva, mas também evidencia que Curi segue no páreo e que o grupo governista ainda está longe de um consenso

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

Imagem gerada por IA

A pesquisa IRG divulgada nesta quinta (19) é um prato cheio para análises. No entanto, precisa ser consumida com uma boa dose de realismo. Com dados colhidos entre 13 e 18 de março, muito antes de qualquer corpo a corpo nas ruas, o levantamento funciona menos como uma previsão para o eleitor. Mas muito mais como um instrumento de pressão interna para o grupo do governador Ratinho Junior. O cenário apresentado, com 1.000 entrevistas e margem de erro de 3,1 pontos, ainda é um tabuleiro com peças móveis. A pesquisa fatiada testou apenas três recortes estimulados. E interessante que a pesquisa parece ser editada, sempre colocando um nome governista contra figuras como Sergio Moro e Requião Filho. O que isso nos diz? Que o governo ainda está "testando a febre" dos próprios aliados para decidir quem terá a bênção oficial. No momento, a pesquisa não mostra uma sucessão resolvida, mas um bloco de poder em fase de laboratório.

DENTRO DE CASA

Guto Silva tem motivos para sorrir: chegou aos 14%, o melhor desempenho dele até agora e, por isso, histórico. É um dado relevante, mas que encontra um "teto" dentro de casa. O levantamento prova que o crescimento de Guto ainda esbarra na musculatura de outros nomes do mesmo grupo. Ou seja: Alexandre Curi aparece com 15,2% no próprio cenário; Rafael Greca atinge 19,7% no dele. Na espontânea, aquele o voto de convicção, onde o eleitor lembra do nome sem ajuda de lista, o cenário é de empate técnico absoluto. Surge Curi (1,9%), Guto (1,8%) e Greca (1,7%).

O X DA QUESTÃO

Vender esses números como "consagração" de qualquer nome é forçar a barra. A real serventia da IRG hoje é balizar a disputa de forças entre Curi, Guto e Greca. O dado político mais cristalino é que o governismo está dividido e sem uma liderança natural que apague as demais. Guto Silva entrou no jogo com força, mas a presença de Alexandre Curi mostra que a definição do "herdeiro" de Ratinho Junior ainda vai exigir muita conversa (e talvez algumas cotoveladas) nos bastidores. Leia outras notícias no Portal RSN.
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