Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal

PL que normatiza venda de gás volta à pauta em Guarapuava

Autores dizem que não se trata de reserva de mercado, mas de 'estancar' atravessador e dar segurança ao consumidor

Gilson Boschiero
Gilson Boschiero Jornalista
3 min de leitura
[caption id="attachment_183768" align="aligncenter"]
Conforme as informações, o homem teria levado também R$ 10 e um aparelho celular (Foto: Arquivo RSN)Conforme as informações, o homem teria levado também R$ 10 e um aparelho celular (Foto: Arquivo RSN)
Botijões de gás (Foto: Divulgação)[/caption] O Projeto de Lei que normatiza a venda de gás de cozinha em Guarapuava volta à pauta de votação nesta terça (25), em Guarapuava. O PL, de autoria dos vereadores Danilo Dominico e Valdomiro Batista, o Jabur do Motocross, foi retirado da Ordem do Dia, na sessão de 11 de junho. Essa foi a segunda vez que o PL saiu da pauta de votação. Se por um lado a maioria diz que optou pelo adiamento porque vereadores não haviam entendido a matéria, de outro, a oposição à matéria reclama que a presidência apressou a votação para que o adiamento fosse aprovado, sob a possibilidade de que a matéria poderia ser rejeitada, caso fosse votada naquela sessão. Eles entendem que o PL prevê reserva de mercado no setor. Para os autores do PL, é preciso ficar claro que a proposta não proíbe a venda de vale gás e nem os convênios de empresas para que a venda seja feita, desde que esta esteja dentro das normas de segurança previstas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O foco do PL, pela sua justificativa, impede que estabelecimentos não credenciados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) façam comércio e distribuição, agindo como atravessadores e na clandestinidade.

Enquanto muitos entregadores tem todos os custos para estar dentro das normas, os estabelecimentos que não fazem isso tem apenas o lucro

Segundo Dominico, muitos entregadores tem uma única moto ou veículo, não recolhem impostos e competem de forma desleal com um estabelecimento legalizado. “Entendemos que isso é concorrência desleal. Quem quiser vender o produto, basta se credenciar como os outros. Não há reserva de mercado, existem regras, como existem em outros setores. Não vemos mercados vendendo remédios, por exemplo, porque existe uma agência reguladora e regras específicas para distribuição e venda”, exemplifica. Porém, empresários do setor chamam a atenção também para a segurança do consumidor. Segundo eles, sem a normatização das exigências legais da ANP, uma família está sujeita a perigos já que muitos dos atravessadores não possuem treinamento para instalar o botijão com segurança. Outra possibilidade é a adulteração do peso do botijão, fazendo com que o consumidor seja lesado, não apenas na qualidade, mas também no peso do produto.

Sobre o autor

Gilson Boschiero

Gilson Boschiero

Jornalista

Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.