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Brasília - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, divulga o balanço do desempenho da indústria e da economia brasileira em 2017 e traça as previsões para 2018 (Antônio Cruz/ Agência Brasil)

Polícia Federal prende presidente da CNI

Ele é um dos suspeitos pelo desvio de R$ 400 milhões do Ministério do Turismo e Sistema S

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Brasília - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, divulga o balanço do desempenho da indústria e da economia brasileira em 2017 e traça as previsões para 2018 (Antônio Cruz/ Agência Brasil)

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Brasília - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, divulga o balanço do desempenho da indústria e da economia brasileira em 2017 e traça as previsões para 2018 (Antônio Cruz/ Agência Brasil)Brasília - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, divulga o balanço do desempenho da indústria e da economia brasileira em 2017 e traça as previsões para 2018 (Antônio Cruz/ Agência Brasil)
Brasília - O presidente da CNI, Robson Andrade (Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil)[/caption] Uma ação, a Fantoche, deflagrada em sete estados, tem como alvo os responsáveis pelo desvio de R$ 400 milhões do Ministério do Turismo e do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc, Sebrae). O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, já está na sede da Polícia Federal em Brasília e é alvo de pedido de prisão temporária. Segundo a Agência Brasil, ele e outros 10 suspeitos – que, segundo a Polícia Federal (PF), fraudavam convênios do Ministério do Turismo com entidades do Sistema S – tiveram prisões autorizadas pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco. Investigação mira convênios de entidades privadas com o Sistema S. Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que tem conhecimento de que o presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, está na Polícia Federal, em Brasília. De acordo com a entidade, ele está no local para prestar esclarecimentos. "A CNI não teve acesso à investigação e acredita que tudo será devidamente esclarecido. Como sempre fez, a entidade está à disposição para oferecer todas as informações que forem solicitadas pelas autoridades." Engenheiro mecânico, Andrade presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) entre 2002 e 2010, quando assumiu seu primeiro mandato no comando da CNI, tendo sido reeleito em 2014 e em 2018. A operação deflagrada pela PF na manhã desta terça feira (19) conta com a colaboração do Tribunal de Contas da União (TCU). Ao todo, 213 policiais federais e oito auditores do TCU estão cumprindo 40 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária, nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Alagoas e no Distrito Federal. INVESTIGAÇÕES De acordo com a PF, o grupo atua desde 2002 e pode ter movimentado mais de R$ 400 milhões. O dinheiro era movimentado por meio de contratos e convênios que entidades de direito privado, sem fins lucrativos, assinavam com o Ministério do Turismo e com unidades do Sistema S. A maior parte dos contratos previa a execução de eventos culturais e de publicidade. Superfaturados, não eram integralmente executados e os valores desviados eram destinados a empresas controlados por uma mesma família – cujo nome não foi informado. Em nota, o Ministério do Turismo informou que já tinha determinado auditoria completa em todos os instrumentos de repasse antes mesmo de tomar conhecimento da investigação da PF. A análise resultou no cancelamento de um contrato no valor de R$ 1 milhão. “O Ministério do Turismo, que não é alvo das buscas e apreensões da Operação Fantoche, está totalmente à disposição para colaborar com a investigação”, assegura a pasta, ao destacar que nenhum novo convênio foi assinado este ano.