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GESTÃO PÚBLICA

Prefeito de Pitanga justifica fim de concursos e aposta na terceirização

Prefeito afirma que medida busca acelerar contratações, reduzir gastos com a folha de pagamento e evitar desvios de função

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura
Sargento Moraes, prefeito de Pitanga
Sargento Moraes, prefeito de Pitanga

O prefeito de Pitanga, Sargento Moraes, defendeu a decisão de extinguir a abertura de novos concursos públicos para funções como gari, motorista, operador de máquinas e serviços gerais. A medida, aprovada pela Câmara Municipal por sete votos a quatro, foi sancionada nessa quinta (29) e abre caminho para um novo modelo de contratação de serviços no município.

Em entrevista ao Portal RSN, o prefeito afirmou que a mudança atende a uma necessidade urgente da administração municipal: garantir trabalhadores para serviços essenciais sem depender dos prazos exigidos para a realização de concursos públicos.

Segundo Moraes, a demora entre a abertura de um concurso e a efetiva contratação de servidores compromete a capacidade de resposta da Prefeitura, especialmente em atividades que exigem reposição rápida de pessoal.

Outro argumento apresentado pelo prefeito é financeiro. Ele considera a terceirização uma tendência nacional na gestão pública. Ele sustenta que, em médio prazo, o modelo pode aliviar os gastos com a folha de pagamento, permitindo maior flexibilidade administrativa.

A justificativa também envolve um problema que, segundo Moraes, se tornou recorrente na estrutura municipal: o desvio de função.

"Hoje o servidor é aprovado para ocupar a função de gari e já pede para ir para outro setor. Estamos com vários nessas condições".

Na avaliação do prefeito, a situação dificulta o planejamento das equipes e pode provocar falta de trabalhadores justamente nas atividades para as quais foram contratados.

Moraes também procurou tranquilizar os servidores efetivos que atualmente ocupam essas funções. Conforme explicou, a nova legislação não altera a situação funcional dos concursados.

"Essa lei só vale para as novas contratações. Queremos rapidez e eficiência no atendimento à população".

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