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Prefeitura anuncia três novos caminhões em meio a críticas sobre coleta de lixo
Reclamações de moradores, problemas estruturais e pressão de trabalhadores expõem desafios na coleta. Município afirma que reforço vai dar mais agilidade ao atendimento em toda a cidade
Thiago de OliveiraJornalista
4 min de leitura
Nove caminhões estão em operação no momento (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)
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A Prefeitura de Guarapuava anunciou a incorporação de três novos caminhões à coleta de lixo do município. A medida ocorre em meio a uma série de reclamações da população sobre falhas no serviço, descarte irregular e problemas estruturais em pontos de coleta.
De acordo com o município, os veículos, locados de empresa terceirizada, já estão em operação e seguem o mesmo modelo dos caminhões em uso. O investimento foi feito com recursos próprios da Secretaria de Meio Ambiente. Atualmente, nove caminhões compõem a operação nos 25 bairros da cidade.
Segundo a prefeitura e a Companhia de Serviços de Urbanização de Guarapuava (Surg), a coleta já estava em dia e o reforço deve proporcionar mais agilidade e eficiência. "Mesmo diante de desafios e imprevistos, a coleta de lixo nunca parou. Sabemos que houve momentos de dificuldade, e cada apontamento da população é importante", afirmou a Surg em nota.
RECLAMAÇÕES PERSISTEM
Mesmo com o serviço funcionando, moradores relatam problemas recorrentes. Uma das principais queixas envolve a coleta seletiva e o recolhimento incompleto dos resíduos.
“Levam só o que querem levar. Mesmo tudo separado, muitas vezes deixam sacola no chão”, relatou um morador.
Outro ponto crítico é o descarte de materiais que não entram na coleta convencional, como entulhos, restos de poda e objetos volumosos. Segundo o morador Eduardo, que entrou em contato com a reportagem, a situação vai além de casos isolados.
“Identifiquei, em um raio de quatro quadras no Santa Cruz, 42 pontos com lixo, entulho e mato impedindo a passagem nas calçadas”, afirmou. Ele também aponta falta de fiscalização por parte do município, inclusive em relação à obrigatoriedade de construção e manutenção de calçadas por proprietários.
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DESCARTE IRREGULAR E RESPOSTA DA PREFEITURA
Em meio às críticas, a prefeitura reforçou, em publicação nas redes sociais, a responsabilidade compartilhada da população na manutenção da limpeza urbana. Em um dos casos, na rua Frei Caneca, no bairro Santa Cruz, um ponto com acúmulo de lixo foi removido após reclamações.
[caption id="attachment_331235" align="aligncenter"]Sandro Alex e Requião Filho (Foto: Divulgação/assessoria)Sandro Alex e Requião Filho (Foto: Divulgação/assessoria) (Fotos: Reprodução/Redes Sociais)[/caption]
Na postagem, o município destacou que o descarte irregular prejudica o espaço urbano e orientou moradores a denunciarem situações pelo telefone 156.
ESTRUTURAS PROBLEMÁTICAS
Outro problema envolve lixeiras subterrâneas instaladas em gestões anteriores. Duas delas estão atualmente impraticáveis. Conforme apuração, a manutenção para reativação custaria cerca de R$ 600 mil, valor considerado elevado.
As estruturas pertencem ao município, sob responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente, e já há ordem de serviço para retirada.
[caption id="attachment_331241" align="aligncenter"] Uma das lixeiras subterrâneas que têm causado transtornos (Foto: Thiago de Oliveira/RSN)[/caption]
PRESSÃO INTERNA NO SERVIÇO
Além das reclamações externas, a coleta também enfrentou tensão interna recente. Em março, trabalhadores decidiram suspender horas extras em protesto contra a falta de caminhões e sobrecarga de trabalho.
[caption id="attachment_331237" align="aligncenter"]coleeeta Funcionários da Surg em greve (Foto: Sindiurbano/PR)[/caption]
Na ocasião, o sindicato alertou que a redução da jornada poderia impactar o serviço, já que a frota disponível não seria suficiente para atender toda a cidade dentro do horário regular.
No fim de abril, a Surg informou que parte dos problemas foi equacionada, mas as negociações trabalhistas continuam, com discussão de reajustes salariais e benefícios.
HISTÓRICO RECENTE
As dificuldades na coleta não são novas. Em março, moradores do bairro Trianon já haviam denunciado acúmulo de lixo em caçambas destinadas a recicláveis, com material espalhado e risco ambiental próximo ao Arroio do Pocinho.
[caption id="" align="aligncenter"]Com as caçambas abarrotadas, moradores depositam lixo ao redor (Foto: Arquivo Pessoal)Com as caçambas abarrotadas, moradores depositam lixo ao redor (Foto: Arquivo Pessoal) Lixo acumulado em lixeiras no estacionamento do bairro Trianon (Foto: Arquivo pessoal)[/caption]
Na ocasião, a própria prefeitura classificou o modelo de lixeiras como um “teste que falhou”. Após o contato com a reportagem, anunciou a retirada dos equipamentos.
[caption id="attachment_331239" align="aligncenter"]plalaaplalaa No local, Prefeitura instalou placa que avisa sobre proibição de jogar entulhos no local (Foto: Secom/Guarapuava)[/caption]
[caption id="attachment_331238" align="aligncenter"]lixxx As caçambas que ficavam no estacionamento foram movidas para o Parque Lacerda Werneck (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)[/caption]
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