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Ao atacar Sergio Moro por “ambição pessoal” e falta de coerência ideológica, Requião Filho tenta consolidar espaço como o nome da esquerda paranaense
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Requião Filho (Foto: RSN)
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Vou deixar um pouco de lado a indecisão do grupo governista no Paraná para olhar o campo da esquerda. É ali que Requião Filho tenta organizar uma posição mais clara. Hoje ele se move como principal nome de um bloco formado pelo PDT e pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV. Esse arranjo dá a ele base política, palanque e discurso para entrar desde já na disputa pelo protagonismo da oposição.
E é por isso que o ataque a Sergio Moro nesta semana foi antecipado. Depois da filiação do senador ao PL, Requião Filho escolheu bater na incoerência e disse que Moro age por “ambição pessoal” e que “não faz política por ideologia”. A fala não foi casual. Ela tenta marcar Moro como adversário preferencial. E, ao mesmo tempo, consolidar Requião Filho como o nome capaz de unificar a esquerda paranaense em torno de um confronto direto.
Esse movimento ganha peso porque Requião Filho aparece em segundo lugar em levantamentos recentes para o governo do estado. E vem atrás de Moro. Ao mesmo tempo, Roberto Requião, o pai, anunciou pré-candidatura a deputado federal pelo PDT. Em resumo: enquanto o pai volta para disputar espaço na Câmara, o filho tenta ocupar desde já o lugar de principal força da esquerda no Paraná
Politicamente, é uma jogada lógica: antes de apresentar um debate mais amplo, Requião Filho tenta fixar Moro como adversário e unificar em torno de si o campo progressista. Nesse mesmo desenho, Roberto Requião, o pai, também volta ao tabuleiro, reforçando a presença da família na eleição de 2026.
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