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Soberania brasileira em xeque
MY GOD!

Soberania brasileira em xeque

Setores produtivos brasileiros correm risco imediato com tarifa de Trump, vista como intromissão absurda até pela imprensa americana

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Bandeira Brasileira (Foto: Governo Federal)

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros expõe a vulnerabilidade da soberania nacional frente ao jogo geopolítico global. Na prática, a medida foi interpretada como chantagem política direta. Ou seja: Trump condicionou a suspensão da tarifa ao arquivamento do julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. Transformando assim tarifas comerciais em instrumentos de pressão institucional sobre outro país. Essa decisão chamou a atenção global. A imprensa internacional repercutiu duramente o ato. O 'New York Times', por exemplo, classificou a iniciativa como “um uso inédito de tarifas para intervir em processo judicial estrangeiro”. Enquanto a BBC destacou o salto de 10% para 50% como ameaça aberta à economia brasileira. Já o 'The Guardian' numa abordagem mais ofensiva, chamou a carta de Trump de “destemperada”. E também alertou para o desvio de protocolo diplomático, enxergando sinais de autoritarismo tarifário. Já a 'Bloomberg' apontou que a decisão tem menos relação com comércio e mais com “ideologia e vingança”. Os impactos imediatos da intromissão de Trump na nação 'verde e amarela' recaem sobre setores estratégicos da economia. Petróleo, café, carnes, ferro e aço, principais produtos exportados para os EUA saem prejudicados. As consequências podem incluir alta na inflação, aumento de custos de produção e pressão sobre o emprego e a renda em diversas cadeias produtivas.

FIEP SE MANIFESTA

Preocupada a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) manifestou perplexidade e pediu abertura urgente de diálogo para evitar prejuízos imensuráveis. No Paraná o impacto negativo vai pesar sobre muitos produtos, principalmente, florestais, madeira, madeira compensada, couros e peles, obras de marcenaria, entre outros. Situação que vai atingir em cheio Guarapuava e Região, onde o setor madeireiro e do agronegócio são muito fortes.

Enquanto isso, o Presidente Lula reafirmou que o Brasil não aceitará ser tutelado. Ele anunciou resposta com base na Lei de Reciprocidade Econômica. O Supremo, por sua vez, manteve o cronograma do julgamento de Bolsonaro para agosto, ignorando a tentativa de interferência. E como não poderia ser diferente para hoje (10) já temos a disparada do dólar futuro, o recuo da bolsa brasileira, e a curva de juros começou a subir.

E AGORA?

Diante desse cenário, não apenas o governo federal, mas também os setores produtivos e a sociedade como um todo precisam se manifestar firmemente para impedir essa intromissão absurda na autonomia nacional. É fundamental que lideranças políticas, empresariais e civis deixem claro que tarifas não podem se tornar armas de chantagem contra o Estado brasileiro e as instituições. Entendo que num um contexto de guerra tarifária e chantagem diplomática, o Brasil se vê no epicentro de um novo teste à ordem democrática global. E aí o terreno se torna minado, onde o silêncio pode custar caro à soberania e ao futuro econômico do país. Leia outras notícias no Portal RSN.
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