Enquanto isso, Alexandre Curi mantém a aposta na dobradinha com Rafael Greca para vice, mas sofre com a instabilidade. Isso porque Greca já sonda o Progressistas de Ricardo Barros. Uma movimentação que evidencia o pragmatismo típico do prefeito de Curitiba, sempre pronto para uma guinada partidária se isso garantir a continuidade do protagonismo local.
Já Ricardo Barros volta à clássica postura de 'vetador de Moro'. Embora o ex-juiz e atual senador esteja longe de ser carta fora do baralho eleitoral, o “inferno astral” de Moro tem menos a ver com a persona pública dele e mais com a rejeição crescente do União Brasil à candidatura, especialmente dentro da federação. O partido reconhece as intenções de voto, mas teme o desgaste e a fragmentação que a presença 'morista' traria à chapa majoritária.
No PDT/PT, a paisagem também soa familiar. Requião Filho, junto à cúpula petista, promove a reabilitação simbólica de Alceni Guerra, ex-ministro da Saúde do governo Collor. Trata-se de um gesto que pode ser interpretado como tentativa de dialogar com a centro-direita e com o eleitorado interiorano do Paraná. Mas a aposta é arriscada: Alceni carrega contradições históricas que o PT sempre combateu.
NA TERRA DO TIO SAM
E enquanto todos articulam, se digladiam e ensaiam sorrisos forçados nos eventos regionais, Ratinho Junior, o governador e maestro oculto dessas articulações, está nos Estados Unidos, curtindo férias até o dia 27 de fevereiro. O silêncio do governador talvez seja o mais estratégico dos gestos. Ao se ausentar, ele observa a movimentação de possíveis herdeiros sem se 'comprometer' com nenhum.
No meu ponto de vista, o Paraná vive, mais uma vez, um pré-jogo travestido de movimentação política. Os mesmos nomes, as mesmas fórmulas, as mesmas estratégias. O futuro parece próximo, mas o presente ainda depende do passado.
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