Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Um país entre dois polos e uma terceira via sem fôlego
POLARIZAÇÃO

Um país entre dois polos e uma terceira via sem fôlego

A 'Marcha dos Prefeitos' que ocorre em Brasília escancara o 'pano de fundo' da sucessão presidencial. E a disputa já está em campo

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

lula-bolsonaro-foto-prismada-pt-planalto-2-1-848x477

A 'Marcha dos Prefeitos' que ocorre em Brasília escancara o 'pano de fundo' da sucessão presidencial. Em vez de um evento técnico voltado à gestão municipal, o que se viu até agora foi um palco de ensaio para a corrida de 2026. O presidente Lula abriu o encontro caminhando com estrutura e visibilidade. Bolsonaro resiste com polarização e estratégia de sobrevivência. A dita 'terceira via', por ora, parece um projeto abstrato, com Michel Temer tentando reviver um Centro que não encontra lastro político real. A ausência de nomes como Tarcísio e Ratinho Junior não aponta 'força silenciosa', mas sim fragilidade estrutural. E a disputa já está em campo, não com candidaturas lançadas, mas com narrativas sendo testadas.

BOLSONARO X LULA

A participação do ex-presidente Jair Bolsonaro representa uma tentativa clara de preservar a influência política mesmo sob intensa pressão judicial. Convidado para um painel sobre a pauta municipalista ao lado de Valdemar Costa Neto, Bolsonaro aproveita o espaço institucional como palanque político. Ainda que indiretamente para manter-se relevante dentro da extrema direita. Mesmo réu no STF por tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023, ele segue cultuado por prefeitos e lideranças conservadoras, o que revela a persistente força simbólica da figura dele. A presença de Bolsonaro, contudo, é marcada por uma estratégia defensiva. No meu entendimento, ele busca visibilidade enquanto se vitimiza, acena à base ideológica e testa o terreno para lançar herdeiros políticos, como Michelle Bolsonaro, na disputa de 2026. Esse movimento tem gerado atrito com possíveis aliados, como Tarcísio de Freitas e Zema, que também almejam protagonismo eleitoral. Em suma, Bolsonaro atua para manter-se vivo no jogo político mesmo na corda bamba judicial. O gesto, entretanto, ainda que institucionalmente frágil, expõe a ruptura latente entre instituições e parte da sociedade radicalizada. Já o presidente Lula emergiu da Marcha como a principal figura com musculatura nacional. Apesar das vaias vindas de setores bolsonaristas, Lula demonstrou capacidade de agregar aliados e reafirmar o compromisso com os municípios. Aliás, um tema tradicional na retórica dele. Enquanto potenciais adversários como Zema e Leite discursaram com timidez regional e figuras como Tarcísio e Ratinho sequer compareceram, Lula se impôs como o único ator com projeto nacional estruturado. Mesmo em ambiente politicamente dividido, conseguiu sustentar a autoridade que detém e se colocar como o polo mais estável da disputa de 2026. A presença de Lula, no entanto, foi menos sobre campanha explícita e mais sobre ocupação legítima do espaço institucional e político. Uma postura que, gostem ou não, evidencia solidez de articulação e governabilidade. Enfim, a polarização se mantém viva, e o espaço para alternativas viáveis ainda parece estreito e mal articulado. Leia outras notícias no Portal RSN.
Rodapé blog da cris

Tags

Compartilhar