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Valdecir Badzinski será o novo pároco da Catedral de Guarapuava
Padre Valdecir toma posse no dia 8 de maio e encerra período sem liderança fixa na igreja-mãe da Diocese
Thiago de OliveiraJornalista
3 min de leitura
Padre Valdecir (Foto: Diopuava)
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A Catedral Nossa Senhora de Belém, em Guarapuava, terá um novo pároco. A Diocese confirmou que o padre Valdecir Badzinski assume oficialmente a função na próxima sexta (8), durante missa às 19h, presidida pelo bispo diocesano Dom Amilton Manoel da Silva.
A nomeação encerra um período de indefinição na principal igreja da Diocese, que estava sem pároco desde o afastamento do padre Jean Patrik, no fim de fevereiro deste ano.
Aos 47 anos, padre Valdecir retorna à Diocese de Guarapuava após oito anos atuando na CNBB Regional Sul 2, onde exerceu a função de secretário executivo entre 2018 e 2026. Natural de Candói, quando ainda era distrito de Guarapuava, ele assume agora a condução pastoral da Catedral, considerada a igreja-mãe da Diocese.
Além de pároco, Valdecir também será Cura da Catedral — função ligada diretamente ao apoio ao bispo — e reitor do Santuário Diocesano Nossa Senhora de Belém.
[caption id="attachment_331324" align="aligncenter"](Foto: Reprodução/CNBB)(Foto: Reprodução/CNBB) Valdecir Badzinski (Foto: Reprodução/CNBB)[/caption]
TRAJETÓRIA E FORMAÇÃO
O sacerdote tem formação em Filosofia e Teologia, com estudos em instituições do Paraná, além de especialização em aconselhamento e gestão eclesial. Também possui mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), com ênfase na dimensão ético-social.
Antes da missão na CNBB, atuou como vigário paroquial em Cândido de Abreu e como pároco em Rio Bonito do Iguaçu e Pinhão, além de participação em organismos da Igreja no Brasil.
RELEMBRE O CASO JEAN PATRIK
A Catedral estava sem pároco desde o dia 28 de fevereiro, quando o bispo Dom Amilton determinou o afastamento do padre Jean Patrik das funções pastorais.
A decisão ocorreu após a divulgação de um dossiê nas redes sociais com mensagens íntimas atribuídas ao sacerdote. O material integra um inquérito policial que apura uma suposta tentativa de extorsão.
De acordo com as investigações, advogados teriam procurado o padre propondo um acordo de R$ 200 mil para encerrar o caso. Jean Patrik registrou boletim de ocorrência e afirmou ser vítima de chantagem, além de sustentar que as mensagens foram manipuladas.
Paralelamente à apuração da Polícia Civil, a Diocese instaurou uma investigação interna com base no Direito Canônico para verificar os fatos.
Desde então, a Catedral vinha funcionando com celebrações mantidas por revezamento entre padres e o próprio bispo, sem um pároco fixo.
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