O Cemitério Santo Antônio, no Residencial 2000, em Guarapuava, foi alvo de vandalismo no último fim de semana. Vândalos arrombaram vidros de túmulos e furtaram esquadrias de alumínio e uma placa de bronze. O registro do caso ocorreu na terça (25).
A vítima que fez o boletim de ocorrência (BO), Joslaine Castro, relata que o cemitério já havia sido alvo do mesmo tipo de ataque em outros anos, quando os vidros dos túmulos da família também foram quebrados para a retirada das esquadrias.
"Dessa vez quebraram o vidro e levaram novamente as esquadrias, tem vários túmulos violados. Do túmulo do meu tio levaram a placa de bronze". Segundo ela, o túmulo da mãe e da irmã também amanheceu com o vidro estourado, e um casal de idosos foi flagrado tentando reorganizar o jazigo da própria família após a destruição. "É de cortar o coração".
ESTRUTURA DE SEGURANÇA JÁ EXISTE, MAS NÃO IMPEDE INVASÕES
Joslaine afirma que o cemitério já conta com muro, portão e tela ao redor da área. Medidas que, segundo ela, são insuficientes para impedir a entrada dos vândalos. "Precisa de um guardião, um segurança, algo assim. Quando a gente precisa, cobram uma fortuna por um terreno, aí depois ainda precisamos ficar reformando túmulo por causa desses vândalos."
O fechamento citado por Joslaine faz parte de uma requalificação concluída em 2023 pela prefeitura, que instalou cerca com mourões de concreto, tela galvanizada, muro e portão de acesso na área do cemitério. Obra apresentada à época como resposta a uma reivindicação antiga dos moradores do Residencial 2000. Conforme relato de Joslaine, mesmo com essas estruturas, os vândalos seguem entrando no local.
A prima de Joslaine, Eduarda Hulse, esteve no cemitério no último domingo e foi quem alertou a família sobre a situação dos túmulos. Ao Portal
RSN, ela descreve ter encontrado "diversos túmulos destruídos, vidros quebrados, vasos espalhados pelo chão, fotografias rasgadas e objetos que foram furtados ou danificados por vândalos".
"É muito doloroso chegar ao local com a intenção de matar a saudade e encontrar justamente aquilo que representa a memória de nossos familiares destruído e desrespeitado", afirma Eduarda, que cobra maior segurança e fiscalização no cemitério.
O Portal
RSN entrou em contato com a Prefeitura de Guarapuava, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
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