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Vestibular indígena será descentralizado no Paraná
Esta será a primeira vez que vestibular será nas cidades onde vivem indígenas de várias etnias
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
Brasília - Indígenas de todo o Brasil chegam à Brasília para o Acampamento Terra Livre.
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[caption id="attachment_156745" align="aligncenter"]Brasília - Indígenas de todo o Brasil chegam à Brasília para o Acampamento Terra Livre.Brasília - Indígenas de todo o Brasil chegam à Brasília para o Acampamento Terra Livre. No Paraná, o respeito aos indígenas (Foto: Agência Brasil)[/caption]
Os municípios de Nova Laranjeiras, Manoel Ribas, Mangueirinha e Chopinzinho sediarão a edição deste ano do Vestibular dos Povos Indígenas. O processo seletivo também será em Curitiba e Londrina. Esta é a primeira vez que o vestibular será descentralizado.
De acordo com a Agência Estadual de Notícias, as inscrições serão abertas na segunda (29), no endereço do portal. O Vestibular dos Povos Indígenas envolve as sete universidades estaduais, além da Universidade Federal do Paraná.
Conforme a professora Mônica Kaseker, integrante da Comissão Interinstitucional para Acompanhamento dos Estudantes Indígenas, o concurso foi descentralizado após consulta pública aos representantes das comunidades feita por solicitação de lideranças indígenas.
A Superintendência da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) oferecerá transporte para que os candidatos se desloquem das terras indígenas para os locais de aplicação de provas, além de refeições e alojamento.
INCLUSÃO
Em 2018, o Governo do Estado alcançou a marca de 230 indígenas matriculados nas sete universidades estaduais. Os alunos, pertencentes a cinco etnias diferentes - caingangue, Guarani, Xetá, Fulni-ô e Terena - estão distribuídos em 28 cursos de graduação. No Brasil, são 55 mil indígenas matriculados em ensino superior, e já 18 com título de Doutorado.