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Guarapuava é um dos oito centros brasileiros no Genoma SUS
Genoma SUS foi lançado pelo Ministério da Saúde nesta semana em Ribeirão Preto (SP). No Paraná são apenas dois centros de pesquisas
Cristina EstecheJornalista
3 min de leitura
Lançamento do projeto genomas SUS (Programa de Saúde Pública de Precisão do Ministério das Saúde, com sequenciamento das primeiras amostras do Projeto. (Foto: Walterson Rosa/MS)
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Guarapuava é um dos oito centros do país que compõem o programa Genoma SUS, do Ministério da Saúde (MS). O projeto de pesquisa pretende desenvolver um banco de dados a partir do genoma sequenciado de 21 mil brasileiros. Lançada na segunda (25), em Ribeirão Preto (SP), a iniciativa faz parte do Programa Nacional de Genômica e Saúde de Precisão – Genomas Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, o programa criado em 2020 desenvolve sequenciamento genômico para diagnóstico e também para tratamentos.
De acordo com o MS, os centros estão em seis estados. Dois estão no Paraná, sendo um em Guarapuava, com atividades desenvolvidas na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em parceria com o Instituto para Pesquisa do Câncer (Ipec). O outro fica em Curitiba, no Instituto Carlos Chagas (ICC) vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Em Guarapuava, conforme o IPEC, desde 2023, a medicina de precisão é desenvolvida por meio do Projeto Genomas Paraná. O programa reúne pesquisadores da Unicentro e de Ponta Grossa (UEPG), da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Além do Instituto para Pesquisa do Câncer (Ipec), e do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Genômica. Os recursos para o financiamento das pesquisas são da Fundação Araucária e da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
EM GUARAPUAVA
Entre as etapas do projeto está a descrição do perfil genético e epidemiológico da população paranaense, começando com uma amostra representativa de Guarapuava. Por meio da construção de um banco de dados e uso de técnicas de Inteligência Artificial, o projeto busca identificar biomarcadores de predisposição genética para doenças crônicas não transmissíveis. Entre estas, por exemplo, a obesidade, diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Atualmente a pesquisa está na fase de coleta de amostras de 4,5 mil participantes. Para o grupo de amostragem, os pesquisadores previram a entrevista e coleta de material genético de duas mil pessoas selecionadas por amostragem aleatória. Outras duas mil por amostragem por conveniência (voluntários) e 500 idosos cognitivamente saudáveis com idade superior a 80 anos.
De acordo com o secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, o Paraná tem investido financeiramente para contribuir efetivamente na melhoria da saúde pública. Conforme avalia, Bona, a medicina de precisão é uma área em que buscamos a prevenção e também a resolução de doenças.
O programa Genoma Brasil é de extrema importância para todo o país para que possamos futuramente criar soluções para diagnósticos e tratamentos para a população, que é rica em diversidade étnico regional.
Ele participou do lançamento, junto com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o coordenador do centro de pesquisa em Guarapuava, David Livingstone, entre outros representantes dos centros de pesquisa.
GENOMA SUS
Com o Genoma SUS, a proposta do Ministério da Saúde é estruturar um banco com informações genéticas e dados clínicos. Para isso, um grupo de indivíduos terão as amostras genéticas sequenciadas. A partir das características identificadas, será possível apontar a tendência para futuras doenças como câncer, doenças neurológicas, cardiovasculares, autoimunes, hematológicas, endócrino-metabólicas e raras.
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